outubro 10, 2004

Dalton

Dalton


John Dalton (1766-1844).


Físico e químico inglês, nascido em Eaglesfield.


Aos 12 anos já ensinava a disciplina de matemática, passando a ensinar física, química e meteorologia, em Manchester, a partir de 1793.


Descreveu uma anomalia de visão da qual sofria (incapacidade de distinguir algumas cores), que passou a ser conhecida por Daltonismo.


Foi o autor da Lei de Dalton, relativa a pressões de gases. Elaborou, em 1803 e 1904, as bases da moderna teoria atómica.


 


 


 


Dalton, no séc. XIX, retomou a ideia dos átomos como constituintes básicos da matéria. Para ele os átomos seriam partículas pequenas, indivisíveis e indestrutíveis. Cada elemento químico seria constituído por um tipo de átomos iguais entre si. Quando combinados, os átomos dos vários elementos formariam compostos novos.


 


 


 


John Dalton nasceu em uma família pobre de Quaker no Distrito de Lake, uma região de intensa precipitação para os padrões ingleses. A meteorologia foi um dos seus interesses, durante toda a vida. Ele foi autodidata em vários aspectos. Seu primeiro livro foi intitulado "Ensaios e Observações Meteorológicas" e as suas últimas palavras em seu diário (escritas um dia antes de sua morte) foram: "Chove pouco hoje". Dalton tinha pertubações cromáticas e sua maior publicação foi "Fatos extraordinários relacionados com a visão das cores". Isto constitui o primeiro estudo sistemático do "daltonismo".
Em 1803, Dalton especulou que todos os átomos de um elemento eram idênticos e que as massas relativas dos átomos de  elementos diferentes podem ser deduzidas por análises químicas macroscópicas, assumindo-se a ocorrência de   ligações microscópicas entre os átomos. Após a formulação desta hipótese, ele descreveu a Lei da Composição Constante e consolidou a recente Lei das Proporções Múltiplas. Quando em 1808 ele publicou suas idéias em "Um novo sistema de Filosofia Química" ele obteve opiniões positivas e negativas. Wollaston, Thomson e
Berzelius eram entusiásticos, enquanto que Berthollet e Gay-Lussac eram conservadores. No restante de sua vida, Berzelius sempre acreditou na existência de átomos microscópicos e idênticos, mas seus comtemporâneos tiveram menos certezas e muitas vezes desacreditaram. Isto aconteceu por aproximadamente cinquenta anos após a sua morte, até que finalmente suas idéias foram universalmente aceitas.


 



 


Cientista inglês, nascido em Eaglesfield a 6 de Setembro de 1766, criador da teoria atómica, e que morreu em Manchester a 27 de Julho de 1844.


Começou a carreira como professor primário, dedicando-se posteriormente ao estudo da Matemática e da Física, ciências que viria a ensinar em Manchester. Em 1794 estudou o fenómeno mais tarde designado por daltonismo, consagrando-se, depois, à área da Química. Após se ter dedicado ao estudo do comportamento físico dos gases, expôs em 1803 os princípios da teoria atómica para explicar a constituição dos corpos materiais. Deu assim bases científicas à velha teoria atomística de Demócrito, que se viria posteriormente a impôr.


 


 


JOHN DALTON 


Químico e físico inglês, fundador da teoria atômica moderna, John Dalton nasceu em Eaglesfield, Cumberland, a 6 de setembro de 1766, e faleceu em Manchester, a 27 de julho de 1844. De excepcional pendor para o magistério, Dalton dedicou a vida ao ensino e à pesquisa. Com apenas 12 anos, substituiu seu professor John Fletcher, na Quaker’s School de Eaglesfield. Em 1781 transferiu-se para Kendal, onde lecionou numa escola fundada por seu primo, George Bewley. Partiu para Manchester em 1793, estabelecendo-se aí definitivamente.


Em Manchester, ensinou matemática, física e química no New College. Pesquisador infatigável, devotou-se à meteorologia, para a qual contribuiu com numerosos trabalhos originais, à física, à química, à gramática e à lingüística. Seu nome, contudo, passou à história da ciência pela criação da primeira teoria atômica moderna e pela descoberta da anomalia da visão das cores, conhecida por daltonismo. Em 1794, depois de haver procedido a numerosas observações sobre certas peculiaridades da visão, Dalton descreveu o fenômeno da cegueira congênita para as cores, que se verifica em alguns indivíduos. O próprio Dalton apresentava essa anomalia.


A 21 de outubro de 1803 Dalton apresentou à Literary and Philosophical Society (Sociedade Literária e Filosófica), de Manchester, uma memória intitulada Absorption of gases by water and others liquids (Absorção de gases pela água e outros líquidos), na qual estabeleceu os princípios básicos de sua famosa teoria atômica. Suas observações sobre o aumento da pressão dos gases com a elevação da temperatura e a descoberta de que todos os gases apresentam o mesmo coeficiente de expansão foram também verificadas, independentemente dele, por Gay-Lussac.


Dalton estabeleceu então que "a pressão total de uma mistura de gases é igual à soma das pressões parciais dos gases que a constituem". Considera-se pressão parcial a pressão que cada gás, isoladamente e à mesma temperatura, exerceria sobre as paredes do recipiente que continha a mistura. Esse princípio só se aplica aos gases ideais.


Dalton desenvolveu sua teoria atômica numa série de conferências que proferiu na Royal Institution de Londres, nos anos de 1805 e 1804. Em 1807, com o seu consentimento, Thomas Thomson incluiu um sumário da teoria atômica na terceira edição de sua obra System of chemistry (Sistema de química). O próprio Dalton, no ano seguinte, no primeiro volume do seu New system of chemical philosophy (Novo sistema de filosofia química), apresentou as bases de sua nova teoria.


Partindo, então, das investigações sobre a composição dos diferentes óxidos de nitrogênio, Dalton estabeleceu a lei das proporções múltiplas, conhecida também como lei de Dalton.


A lei de Dalton pode ser assim enunciada:


Se a massa m de uma substância química S pode combinar-se com as massas m’1, m’2, m’3 etc. de uma substância S’, dando origem a compostos distintos, as massas da substância S’ estarão entre si numa relação de números inteiros e simples.


Para o estabelecimento dessa lei, Dalton baseou-se na sua teoria atômica. Recorde-se, todavia, que sua teoria fundamentava-se no princípio de que os átomos de determinado elemento eram iguais e de peso invariável. Na época em que ele estabeleceu essa lei não eram ainda conhecidas as fórmulas moleculares dos compostos. Determinavam-se, porém, experimentalmente, com certa aproximação, as proporções ponderais dos elementos constituintes dos compostos.


A teoria atômica de Dalton pode condensar-se nos seguintes princípios:



  • os átomos são partículas reais, descontínuas e indivisíveis de matéria, e permanecem inalterados nas reações químicas;

  • os átomos de um mesmo elemento são iguais e de peso invariável;

  • os átomos de elementos diferentes são diferentes entre si;

  • na formação dos compostos, os átomos entram em proporções numéricas fixas 1:1, 1:2, 1:3, 2:3, 2:5 etc.;

  • o peso do composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos elementos que o constituem.

Embora fundada em alguns princípios inexatos, a teoria atômica de Dalton, por sua extraordinária concepção, revolucionou a química moderna. Discute-se ainda hoje se ele teia emitido essa teoria em decorrência de experiências pessoais ou se o sistema foi estabelecido a priori, baseado nos conhecimentos divulgados no seu tempo. Seja como for, deve-se ao seu gênio a criação, em bases científicas, da primeira teoria atômica moderna. Dalton, Avogadro, Cannizzaro e Bohr, cada um na sua época, contribuíram decisivamente para o estabelecimento de uma das mais notáveis conceituações da física moderna: a teoria atômica.


 



A TEORIA DE DALTON


A teoria de Dalton baseava-se nos seguintes postulados:



  • os elementos químicos consistem em partículas de matéria, ou átomos, que não se subdividem e que preservam sua individualidade nas transformações químicas;

  • todos os átomos de um mesmo elemento são idênticos e, em particular, têm a mesma massa, caracterizando-se cada elemento pela massa de seu átomo;

  • os compostos químicos são formados pela união de átomos de diferentes elementos em proporções numéricas simples e determinadas, por exemplo, 1:1, 1:2, 2:3.

Desse modo Dalton procurou explicar as leis de Lavoisier e de Proust:



  • Como os átomos não sofrem mudanças durante uma reação, a massa de um composto é a soma das massas, de seus elementos;

  • Um composto é formado pela união de átomos em proporções determinadas;

  • Consequentemente, a proporção, em peso, dos dois elementos é sempre a mesma em qualquer amostra do composto.

LEI DE DALTON


De sua hipótese Dalton concluiu que, se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então as massas de B que combinam com a mesma massa de A nos diferentes compostos estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros. Por exemplo, oxigênio e carbono podem formar dois compostos: em um deles, monóxido de carbono, a proporção dos dois elementos é de 4:3 (massa), respectivamente, e no outro, dióxido de carbono, é de 8:3. As massas de oxigênio que reagem com a mesma massa de carbono nos dois compostos estão entre si como 4:8 ou 1:2. Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton, foi derivada da teoria e posteriormente confirmada pela experiência, constituindo a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria.


Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.


Dalton fez então, arbitrariamente, a suposição mais simples: quando apenas um composto de dois elementos fosse conhecido, estipulava-se AB para sua fórmula estrutural. A água era considerada como formada por um átomo de hidrogênio e um de oxigênio. Embora simples, a hipótese era incorreta e gerou algumas incongruências e dificuldades


 A química tem um grande desenvolvimento ao longo de todo o século XIX. Milhares de substâncias naturais são estudadas e outras tantas são sintetizadas em laboratório. Os estudos da química do carbono (química orgânica) permitem a obtenção e produção em larga escala de combustíveis, medicamentos, vários processos de conservação de alimentos, corantes, fibras e outros insumos para a indústria, inclusive alguns tipos de plásticos. Na área da química inorgânica, os progressos também são notáveis: acelera-se a produção de aço e outras ligas metálicas, vidros e cerâmicas. O aperfeiçoamento das técnicas de análise e de purificação de substâncias levam à descoberta de novos elementos químicos. No campo teórico destaca-se John Dalton, que aplica a teoria atômica dos gregos antigos à química e constrói as bases do modelo atômico moderno.


John Dalton (1766-1844) é considerado o fundador da teoria atômica moderna. Nasce em Eaglesfield, Inglaterra. Menino prodígio, aos 12 anos de idade substitui seu professor na Quaker's School de Eaglesfield. Dedica toda sua vida ao ensino e à pesquisa. Leciona em Kendal e Manchester. Desenvolve trabalhos significativos em vários campos: meteorologia, química, física, gramática e lingüística. Seu nome passa à história da ciência tanto por suas teorias químicas quanto pela descoberta e descrição de uma anomalia da visão das cores: o daltonismo. Observador atento, Dalton percebe, ainda jovem, sua cegueira para algumas cores. Pesquisa o fenômeno em outras pessoas e observa que a anomalia mais comum é a impossibilidade de distinguir o vermelho e o verde. Em alguns casos, a cegueira cromática é mais acentuada para o campo do vermelho (protanopsia). Em outros, para o campo do verde (deuteranopsia). Certas pessoas sofrem de daltonismo apenas em circunstâncias especiais, e poucas são cegas para todas as cores.


Modelo atômico de Dalton - John Dalton apresenta sua teoria atômica em uma série de conferências realizadas na Royal Institution de Londres, entre 1803 e 1807. Para ele, toda matéria é constituída por partículas indivisíveis os - átomos. Retomando as definições dos antigos atomistas gregos, considera os átomos como partículas maciças, indestrutíveis e intransformáveis, ou seja, não seriam alterados pelas reações químicas. Associa cada tipo de átomo a um determinado elemento químico. Os átomos de um mesmo elemento seriam todos iguais na massa, tamanho e demais qualidades. Essa idéia prevalece até 1921, quando são descobertos os isótopos átomos de um mesmo elemento com massas diferentes. Dalton explica as reações químicas como resultado da separação ou da união entre átomos e usa o termo "átomos compostos" para designar as ligações entre essas partículas. O peso (massa) de um composto seria igual à soma dos pesos de cada átomo que o constitui.


Lei de Avogadro - O primeiro cientista a dar o nome de molécula aos "átomos compostos" resultantes de uma ligação química é Amedeo Avogadro. Em 1811 formula uma hipótese, hoje conhecida como Lei de Avogadro, decisiva para o desenvolvimento posterior da teoria atômico-molecular: volumes iguais de gases diferentes contêm igual número de moléculas quando medidos nas mesmas condições de temperatura e pressão. Essa idéia leva à descoberta posterior do número de moléculas contidas em uma molécula-grama (hoje chamada de massa molar) de uma substância, o chamado número de Avogadro: 6,0 x 10²³ uma medida constante, válida para todas as substâncias.


Mol - Unidade fundamental nos cálculos da química, mol é definido pelo Sistema Internacional de Unidades como a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas unidades elementares quantos são o número de átomos presentes em 0,012 kg de carbono 12.


Amedeo Avogadro (1776-1856), conde de Quaregna e Ceretto, nasce em Turim, Itália. Filho de um importante administrador público e advogado eclesiástico, forma-se em ciências jurídicas e chega a exercer a advocacia por alguns anos. Apaixonado pela física e pela química, dedica-se a essas áreas como amador até 1809, quando passa a lecionar física no Realle Collegio de Varcelli. Em 1820 ingressa na Universidade de Turim, onde trabalha 30 anos.


Tabela Periódica de Mendeleev - No século XIX vários cientistas percebem que há uma relação entre as propriedades de determinadas substâncias e o peso atômico dos átomos que as constituem. Em 1869/1870, o químico russo Dmitri Ivanovitch Mendeleev sistematiza essas informações: classifica os 64 elementos químicos conhecidos à época e organiza-os pela ordem crescente de seu peso atômico. Nota que as propriedades de determinados elementos repetem-se periodicamente e usa esse critério para reuni-los em famílias. Ao montar sua tabela periódica, percebe algumas lacunas. Prevê que elas serão preenchidas por átomos ainda desconhecidos, e descreve suas possíveis propriedades. Mais tarde, as descobertas do gálio (1875), escândio (1879) e germânio (1886) confirmam suas previsões.


Dmitri Ivanovitch Mendeleev (1834-1907) nasce em Tobolsk, na Sibéria, Rússia. Estuda em Odessa, São Petersburgo e em Hidelberg, na Alemanha. Formado em química, trabalha no laboratório Wurtz, em Paris, e faz pesquisas sobre a origem do petróleo na Pensilvânia (EUA) e no Cáucaso. Em 1863, assume a cátedra de química do Instituto Tecnológico de São Petersburgo, onde realiza as pesquisas que resultam na descoberta da lei periódica - um dos marcos da evolução da química e da física modernas. Em 1890, como conselheiro científico das forças armadas russas, realiza estudos sobre nitrocelulose e contribui para a preparação de uma pólvora sem fumaça. Em 1905 é premiado com a medalha Copley pela Royal Society, de Londres.


Lei periódica - Ao montar a tabela periódica relacionando o peso atômico dos átomos com as propriedades das substâncias, Mendeleev descobre uma das leis da natureza, a lei periódica: as propriedades físicas e químicas dos elementos são uma função periódica de seu peso atômico. A descoberta é tão importante que, até hoje, a lei de Mendeleev é chamada de "lei grandiosa". Ela evidencia que existe uma relação harmônica entre os diferentes elementos químicos e que essa relação reflete-se em suas propriedades.


Modelo de Dalton:


A matéria é con


 


 


stituída de diminutas partículas amontoadas como laranjas.


  


Em 1808, o cientista inglês John Dalton publicou um livro apresentando sua teoria sobre a constituição atômica da matéria. O seu trabalho foi amplamente debatido pela comunidade científica e, apesar de ter sido criticado pelos físicos famosos da época, a partir de segunda metade do século XIX os químicos começaram a se convencer, pela inúmeras evidências, de que tal modelo era bastante plausível.


O modelo de Dalton baseava-se nas seguintes hipóteses:


- Tudo que existe na natureza é composto por diminutas partículas denominadas átomos;


- Os átomos são indivisíveis e indestrutíveis;


- Existe um número pequeno de elementos químicos diferentes na natureza;


- Reunindo átomos iguais ou diferentes nas variadas proporções, podemos formar todas as matérias do universo conhecidos;


Para Dalton o átomo era um sistema contínuo.


    Apesar de um modelo simples, Dalton deu um grande passo na elaboração de um modelo atômico, pois foi o que instigou na busca por algumas respostas e proposição de futuros modelos.


 


 


 










John Dalton


 


Nasceu em Eaglesfield, Inglaterra, em 1766. Filho de família pobre, dedicou toda a sus vida ao ensino e à pesquisa. Com apenas 12 anos, começou a lecionar matemática na Quaker's School, em sua cidade natal.


Em 1793, estabeleceu-se definitivamente na cidade de Manchester, Inglaterra, onde lecionou matemática, Física, Química e Meteorologia.


Em 1794, após numerosas observações, Dalton descreveu uma anomalia congênita da visão, que se caracteriza pelo fato de uma pessoa não distinguir corretamente entre as cores vermelha e verde. Tal deficiência, que o próprio Dalton portava, passou a ser conhecida como daltonismo.


Estudando o comportamento dos gases e a dissolução de gases em líquidos, ele concluiu, em 1803, uma lei muito importante que diz "a pressão total em uma mistura de gases é igual a soma das pressões parciais dos gases que a constituem".


Investigando a composição de diferentes óxidos de nitrogênio, Dalton estabeleceu a chamada Lei de Dalton, também conhecida como Lei das Proporções Múltiplas que diz: "Quando dois elementos químicos formam vários compostos, fixando-se a massa de um dos elementos, as massas do outro elemento variam numa proporção de números inteiros e pequenos.". Note-se que essa lei foi estabelecida experimentalmente, a partir da pesagem dos elementos formadores do composto, pois naquela época ainda não eram conhecidas as fórmulas dos compostos químicos.


Entre 1803 e 1804, ele estabeleceu as bases da teoria atômica, que foram detalhadas, em 1808, Novo sistema de filosofia química.


Dalton faleceu, em Manchester, em 1844.


 


 


Dalton e a teoria atómica


John Dalton, químico inglês, foi o fundador da teoria atómica moderna que esteve na base do desenvolvimento da Química no século 19. Em 1806 publicou um livro intitulado "A new system of chemical philosophy" ("Um novo sistema de filosofia química") onde foi apresentada, pela primeira vez de um modo muito semelhante ao actual, a ideia de que toda a matéria é constituída por partículas.


Algumas das concepções de Dalton eram completamente revolucionárias e foram sintetizadas sob a forma de postulados (afirmações que se admitem sem provas, ou seja, somente porque são coerentes com os dados experimentais conhecidos).


Os postulados de Dalton são vários, mas podem ser resumidos em três essenciais, nos quais ele se baseou para enunciar a sua teoria:



  1. Os elementos são constituídos por partículas muito pequenas chamadas átomos. Todos os átomos de um dado elemento são idênticos, tendo em particular o mesmo tamanho, massa e propriedades químicas. Os átomos dos diferentes elementos diferem entre si em, pelo menos, uma propriedade.

  2. Os compostos são constituídos por átomos de mais de um elemento. Em qualquer composto, a razão entre o número de átomos dos dois elementos constituintes é um número inteiro, ou então uma fracção simples.

  3. Todas as reacções químicas consistem na separação, combinação ou rearranjo de átomos, mas nunca na criação ou destruição destes.

Segundo o primeiro postulado, os átomos de um dado elemento são diferentes dos átomos de todos os outros elementos. Dalton não tentou descrever a estrutura ou composição dos átomos, sobre a qual nada se conhecia, mas sabia que as propriedades distintas de dois compostos eram devidas às diferenças dos elementos que os constituem.



O segundo postulado de Dalton indica que, para formar um certo composto, não é apenas necessário ter os átomos apropriados, mas também saber combiná-los na proporção correcta. Esta ideia era como que uma extensão de uma lei publicada em 1799 por Proust. Essa lei, chamada das proporções fixas, afirmava que qualquer amostra de um dado composto possui os elementos constituintes sempre nas mesmas proporções mássicas. Parece então claro que, se as proporções mássicas são fixas para um dado composto, o mesmo deve acontecer com o números de átomos dos vários elementos presentes.


Segundo Dalton, se dois elementos podem, por combinação, dar mais de um composto, então as massas de cada um dos elementos que, em cada composto, se combinam estão entre si segundo números inteiros pequenos. De facto, os compostos diferem entre si pelo número de átomos de cada tipo que se combinam, número esse sempre inteiro.


O terceiro postulado de Dalton é uma outra forma de enunciar a lei da conservação da massa, segundo a qual a matéria não pode ser criada nem destruída. Sendo a matéria constituída por átomos, e não podendo estes ser criados ou destruídos numa reacção química, a massa é necessariamente conservada.


Segundo a teoria de Dalton pode definir-se átomo como sendo a menor porção de um elemento que pode participar numa reacção química. Dalton imaginava o átomo como sendo algo de muito pequeno e indivisível, mas grande parte dos estudos do século 19 vieram mostrar a existência de uma estrutura interna nos átomos.


Mas, além do que está escrito nos postulados, um dos aspectos mais inovadores da sua teoria atómica foi o desenvolvimento da Química, quer na interpretação das reacções químicas com base nas combinações entre os átomos, quer na atribuição a cada elemento de um tipo característico de átomos com um determinado tamanho e massa (embora a determinação do tamanho estivesse fora das possibilidades experimentais da época e a determinação da massa só fosse possível em comparação com um átomo de outro elemento).


Amadeo Avogadro foi dos químicos mais ilustres que apoiou as ideias de Dalton e as utilizou relativamente às moléculas.


 


 


 


 


 


Introdução
Da mesma maneira que a química moderna começou com Lavoisier, a moderna teoria atômica — que se relaciona com toda a ciência da Física — começou com Dalton. John Dalton (1766-1844) foi um professor quacre (*) de Manchester, Inglaterra. Seu feito excepcional foi a explicação de fatos químicos conhecidos, tendo por base os átomos e as moléculas.


(*) Segundo o Aurélio: quacre - do inglês quaker - Membro de uma seita protestante (Sociedade de Amigos) fundada na Inglaterra, no séc. XVII, e difundida principalmente nos E.U.A. Os quacres não admitem sacramento algum, não prestam juramento perante a justiça, não pegam em armas, nem aceitam hierarquia eclesiástica. 


O conceito de átomos e moléculas como as menores partículas dos elementos e dos compostos não era nada novo. Mas os átomos de Dalton diferiam daqueles dos tempos antigos. Como um verdadeiro cientista, ele lhes atribuiu somente aquelas propriedades específicas exigidas pelos fatos químicos. Não lhes conferiu vagas propriedades que podiam ser adaptadas para satisfazer a qualquer explicação desejada. Alguns dos símbolos atômicos de Dalton são mostrados abaixo.








Alguns dos símbolos atômicos de Dalton para os
elementos químicos e seus compostos.


Enquanto Dalton especulava com os átomos por volta da passagem ao século XIX, lavrava uma grande controvérsia acerca da natureza dos compostos. Berthollet, químico francês, acreditava que a quantidade de cada elemento existente em um composto não era necessariamente constante. As proporções do hidrogênio e do oxigênio na água, por exemplo, podiam variar ligeiramente, dependendo da quantidade de cada elemento que estivesse disponível quando se formasse a água. 
Os argumentos de Berthollet foram refutados por outro químico francês, Joseph Louis Proust (1755-1826). Utilizando métodos aperfeiçoados para a preparação dos elementos químicos puros, ele mostrou em 1807 que um composto contém sempre os mesmos elementos, combinados exatamente nas mesmas proporções de peso. Este princípio tornou-se conhecido como a Lei das proporções constantes.


Como a lei de Lavoisier (a conservação do peso em uma reação), a lei de Proust constitui um marco na história do conhecimento químico. Ambas as leis tendiam a apoiar a teoria atômica que Dalton tinha descrito primeiramente em 1803. Ele ensinou que "as partículas básicas (átomos) de todos os corpos homogêneos são perfeitamente iguais em peso, aparência etc. Em outras palavras, cada partícula de hidrogênio é igual a qualquer outra partícula de hidrogênio etc."


Devia esperar, portanto, que cada molécula de um composto contivesse precisamente o mesmo número e a mesma espécie de átomos que as suas vizinhas. E como os átomos do mesmo elemento têm o mesmo peso, todas as moléculas que os contêm devem ser idênticas para o mesmo composto. Similarmente, como os átomos são inalteráveis e indestrutíveis, não pode haver perda de peso em uma reação química.


Peso do Átomo
Dalton prosseguiu explicando que “um grande objetivo deste trabalho é mostrar a importância e a vantagem de determinar os pesos relativos das partículas básicas, tanto dos corpos simples, como dos compostos (elementos e compostos)... “.
Dalton sabia que não havia esperança de pesar os átomos individuais dos diferentes elementos, mas entreviu um meio de determinar seus pesos relativos. Embora tivesse cometido muitos erros na determinação desses pesos atômicos relativos, seu método era basicamente correto. Para ilustrar, Dalton acreditava incorretamente que uma unidade de peso de hidrogênio combina-se com sete unidades de peso de oxigênio para formar água. Supondo que a molécula de água contém um átomo de cada elemento, um átomo de oxigênio pesaria sete vezes mais que um átomo de hidrogênio. Se o peso atômico do hidrogênio fosse considerado como sendo a unidade, o peso relativo do oxigênio seria sete. 
Sua conclusão estava errada, naturalmente, por duas razões: (1) a água contém dois átomos de hidrogênio para cada um de oxigênio; e (2) as proporções de peso dos dois elementos na água estão na razão de 8:1. Se considerarmos o peso do hidrogênio como sendo um, então o oxigênio tem um peso relativo de dezesseis.


Dalton descobriu outra lei importante, que sustentou grandemente sua teoria atômica. Proust tinha mostrado anteriormente que o mesmo par de elementos combina-se algumas vezes em proporções diferentes para formar compostos inteiramente diferentes. Descobriu, por exemplo, que o estanho e o oxigênio combinam-se em cada uma das seguintes proporções de peso:

















Estanho


      


Oxigênio


88,1%


 


11,9% - óxido estanoso


78,7%


 

Posted by matos119 at outubro 10, 2004 04:36 PM
Comments
muito legal esse trabalho, parabens. Posted by: adriano at setembro 22, 2007 04:44 PM
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Lembrar-se de mim?